segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

História da Barra de Guaratiba

Pôr do Sol na Restinga de Marambaia - Barra de Guaratiba

Barra de Guaratiba


Um bairro litorâneo de classe média da zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, Brasil.
Possui uma extensão territorial de 944,20 hectares, abrigando 4.380 habitantes (IBGE/2000). O bairro é banhado pelo oceano, bem como pelos canais de acesso à Baía de Sepetiba. Ao longo da Estrada Roberto Burle Marx podem ser encontrados, ainda hoje, diversos atrativos da flora da Mata Atlântica, grandes bananais, e localidades ainda virgens, a despeito de estarem em pleno município do Rio de Janeiro.
O bairro aguarda o início e a conclusão das obras, já muito anunciadas e debatidas, do Túnel da Grota Funda, que deverá intensificar seu processo de desenvolvimento e urbanização.
Ao longo de sua estrada de acesso, ainda nos dias de hoje encontram-se algumas grandes propriedades remanescentes de um passado rural, já misturadas a novos loteamentos. No passado, especialmente entre as décadas de 1960 e 1970, ali se refugiavam alguns cariocas ilustres, que avessos às badalações de outros lugares praianos de veraneio, preferiam a tranquilidade das grandes chácaras da Barra de então, tais como Burle Marx, em cuja homenagem fora batizada a estrada, e ainda cujo sítio fora doado por ele próprio, ainda em vida, ao IPHAN, e Antonio Jorge Menezes, cujas propriedades na região foram vendidas ainda nos anos 1970, estando, entretanto, preservado o antigo casarão, que outrora hospedava a cantora Wanderléa - outra fã da paz e do sossego da região - justamente nos tempos da Jovem Guarda.
Barra de Guaratiba também fora o local escolhido para a locação fixa da incrível e inesquecível série infanto-juvenil da TV GLOBO "Sítio do Pica-Pau Amarelo" de 1977 a 1986. Um sítio, com casa, curral e jardins de Burle Marx, foi construído especialmente para o programa na Estrada Burle Marx (antiga estrada de Barra de Guaratiba). Lá eram gravadas as cenas externas e também quase todas as internas (sala e cozinha da casa de Dona Benta) do seriado. As outras gravações (biblioteca, quartos, gruta da Cuca, Reino das Águas Claras etc.) eram gravadas nos estúdios da Cinédia.
Hoje, infelizmente, o local encontra-se abandonado e em estado de quase total destruição. O telhado da casa principal está desabando, existem sinais de vandalismo por toda parte e tudo está envolto de muito mato.
O sítio doado por Roberto Burle Marx ao IPHAN é um ótimo ponto turístico na região. Com uma coleção botânica riquíssima e bem cuidada, o sítio Roberto Burle Marx conta ainda com muitas obras de arte de autoria do seu fundador e de sua coleção pessoal. As visitas precisam ser agendadas.

GUARATIBA

Região inicialmente chamada de “Guratiba-Aitinga”, ou “Aratuquacima”, é uma palavra indígena usada pelos tupinambás, que habitavam o nosso litoral á época do descobrimento. Sua definição é “lugar onde há grande quantidade de garças/garceiro.” É fácil perceber que o vocábulo surgiu de outros dois: “guará”, que quer dizer “ave”; e “tiba”, que significa “lugar onde há muita coisa reunida.” Daí: “Guaratiba”. Esta definição é uma realidade, pois até hoje ainda nos encanta a reunião de garças Brancas, nos, manguesais da região.
Atualmente a região destaca-se também, além de sua interessante paisagem, pela variedade de bares e restaurantes especializados em frutos-do-mar.

Barra de Guaratiba

Distante cerca de sessenta quilômetros do centro do Rio de Janeiro e trinta do subúrbio de Campo Grande, Barra de Guaratiba é um dos mais belos e encantadores recantos da região. Quem a vir pela primeira vez, fica maravilhado; quem já a conhece não se cansa de contemplá-la.
Ao penetrar na Barra de Guaratiba, vê-se em primeiro plano, as pontes que ligam a região á Restinga da Marambaia; mais adiante o morro da Espia, de onde se descortina o horizonte, e, embaixo, a sua pequena praia banhando o pé do morro.
Do morro da Espia, com o mar agitado, vê-se um imenso lençol de espuma causado pelas constantes ondas que quebram e rolam até guiriri (espécie de planta que cobre toda a extensão da restinga e produz pequenos cocos), época em que os surfistas aproveitam para estar na crista de todas as ondas, ou penetrando nos “tubos” que ali se formam.
Com o mar morto, a enseada da praia da Barra de Guaratiba serve de porto para as embarcações, principalmente as traineiras que são ancoradas durante as horas de folga dos pescadores.
Na praia, o intercâmbio das canoas e barcos que saem e chegam para a pesca ou passeio é um espetáculo de encher os olhos de quem vê. A acolhida e hospitalidade de seu povo completa a sua beleza.
Linda paisagem possui a região e já tem servido de cenário para filmes e novelas. Uma “cidade cenário” foi fundada ali pela TV Globo, e casas comerciais já usam o nome “Gabriela”, que deu título a uma novela. Artistas famosos freqüentam a cidade e consequentemente também Guaratiba, prestigiando sobremaneira os seus habitantes.É onde fica localizado o Sítio Roberto Burle Marx, que foi doado á fundação Nacional Pró-memória pelo seu fundador.
Desde os seus primórdios há o que contar. Lugar pequeno e pacato, tudo que acontecia era comentado de esquina em esquina. As reuniões sociais se verificavam nos cultos religiosos ou nas tocatas (ciranda ou bares), nas casas dos amigos, e, uma vez por ano, nas festas dos Padroeiros: Nossa Senhora das Dores, que é venerada em sua igreja, na Barra de Guaratiba; nossa Senhora da Saúde em sua igreja no alto do morro da vendinha, a mais antiga; São Pedro- protetor dos pescadores- é festejada também nas praias e constitui numa das melhores festas pelas competições que programam: natação, remo, procissão marítima, cabo de guerra, futebol entre casados e solteiros e inúmeras outras brincadeiras; São Sebastião, no dia vinte de janeiro, é festejado em qualquer uma das igrejas não faltando, em todas elas o leilão de prendas.
A veneração aos santos padroeiros é seguida de maneira especial, já vindo dos antigos seguimentos a esse preceito religioso, pela maneira como começou a ser instalada a população da Barra de Guaratiba...
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...Primeiros Habitantes
 Nos registros pertencentes a matriz de São Salvador do Mundo da Freguesia de Guaratiba, consta que a região da Barra de Guaratiba começou a ser habitada a partir de março de 1579, quando Manoel Velloso Espinha, morador da Vila dos Santos, que lutou ao lado de Estácio da Sá contra os Tamoios, requereu à Coroa portuguesa a doação de uma sesmaria ( medida de terras com que o rei de Portugal agraciava os seus colonos mais fiéis), situada ao norte da ilha chamada Marambaia da Barra (hoje Restinga de Marambaia), ao longo da costa, com duas léguas de comprimento e outras tantas em direção ao sertão, e mais uma ilha de nome Guratiba-Aitinga ou Aratuquacima (hoje Barra de Guaratiba), com todas as águas, entradas e saídas, visto estarem devolutas povoadas, segundo instruções de sua alteza para povoar o Rio de Janeiro.
O referido cidadão justificou o seu pedido de doação, alegando ter usado um navio de sua propriedade, e a sua custa, com sua gente, mais escravos, com muita despesa, conquistando para a Coroa Portuguesa o rio Tamoio-Franceses e Cabo Frio, além de ter contribuído para a derrota dos Tamoios ao lado de Estácio de Sá.
A doação foi concebida, sob a exigência de que o donatário povoasse as terras dentro de um prazo máximo de três anos, com seus herdeiros, ascendentes e descendentes, sem tributo algum, a não ser dizimo devido a Deus e pago à igreja.
Não resta a menor dúvida de que começou a partir dessa época a ocupação das terra de Guaratiba, pelo homem branco, e a formação de seu povo.
A partir do ano de 1750- cento e setenta e um anos depois, Dom Fradique de Quevedo Rondon na época donatário das terras, doou parte delas á matriz de São Salvador do Mundo da Freguesia de Guaratiba.
Desembarque de Invasores
 Louvado em anotações feitas pelo guaratibano Almir de Carvalho , consta que há fortes indícios de que foi em Barra de Guaratiba que os invasores franceses desembarcaram em 1710, quando o corsário Duclerc percebeu que não poderia vencer a barreira de fogo da Fortaleza de Santa Cruz, para penetrar na Baía de Guanabara. Há fortes indícios, também de que a restinga de Marambaia foi utilizada como local de concentração do tráfico negreiro do século XVIII.
A divisão do Patrimônio histórico, diante das evidências, considerou-a semelhante á região da Barra de Guaratiba, depois de ter examinado uma reprodução do local de desembarque,
A pesquisa teve início quando, estudando a cultura cafeeira na província, tomou conhecimento de que o latifundiário José Joaquim de Souza Breves envolveu-se no comercio do café, para tanto adquirindo a ilha de Marambaia, local utilizado como porto de embarque e desembarque, e, bastante adequado ao acolhimento de embarcações negreiras.

tags: barra de guaratiba, guaratiba, marambaia, história, ibge.

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